A artrose no joelho pode causar dor, rigidez, perda de mobilidade e dificuldade para realizar atividades simples do cotidiano, como caminhar, subir escadas ou levantar do sofá.
A fisioterapia pode fazer parte do tratamento conservador, trabalhando principalmente mobilidade, força muscular, equilíbrio e funcionalidade, sempre de acordo com as limitações e os objetivos de cada paciente.
Quando essas dificuldades tornam o deslocamento mais complicado, a fisioterapia domiciliar para artrose no joelho permite que parte desse acompanhamento seja realizada no próprio ambiente do paciente.
O que é artrose no joelho?
A artrose é conhecida como uma doença que afeta a articulação e está associada ao desgaste e às alterações progressivas da cartilagem, tecido que reveste as extremidades dos ossos e contribui para o movimento articular.
Também conhecida como osteoartrite ou osteoartrose, ela pode provocar alterações não somente na cartilagem, mas também em outras estruturas da articulação, como os ossos, ligamentos e a sinóvia.
A osteoartrite é muito comum com o avanço da idade, mas isso não significa que toda pessoa idosa terá necessariamente sintomas importantes ou limitações funcionais. A condição pode afetar diferentes articulações do corpo, sendo o joelho uma das regiões frequentemente acometidas.
Quais sintomas a artrose pode causar?
A artrose pode causar alguns sintomas principais:
Dor articular: geralmente relacionada ao movimento e às atividades realizadas durante o dia.
Rigidez articular: sensação de travamento da articulação, que pode aparecer principalmente após períodos de repouso, inclusive no período da manhã.
Perda de movimento (mobilidade): o paciente pode começar a apresentar dificuldade para dobrar ou esticar completamente o joelho e realizar determinadas atividades do cotidiano.
Também podem aparecer alguns sinais associados:
Crepitação: aquele estalo ou sensação de atrito que pode ser percebido durante o movimento da articulação e, algumas vezes, também pode ser audível.
Inchaço: aumento de volume na região da articulação.
Deformidades articulares: podem aparecer principalmente em fases mais avançadas da doença.
No joelho, por exemplo, pode ocorrer alteração do alinhamento dos membros inferiores, como o joelho varo, popularmente associado às pernas mais “arqueadas para fora”, podendo existir maior comprometimento do compartimento medial da articulação.
Como a fisioterapia ajuda na artrose do joelho?
Aqui começa a identificação das alterações.
Primeiro realizamos uma avaliação inicial para verificar as condições clínicas do paciente e o grau de mobilidade da articulação.
Sabemos que um joelho sem limitações importantes pode apresentar aproximadamente 135° a 140° de flexão (dobrar a perna aproximando o calcanhar da coxa) e aproximadamente 0° de extensão (esticar completamente a perna).
Comparar e verificar esse grau de mobilidade pode ser importante para a tomada de decisão, mas não avaliamos somente números.
Também precisamos entender como aquela limitação está interferindo na vida do paciente.
Por isso, durante a avaliação também podem ser observados:
Força muscular, equilíbrio, marcha, nível de dor, mobilidade e funcionalidade.
A partir das alterações encontradas, a fisioterapia pode trabalhar mobilidade, fortalecimento muscular, equilíbrio, marcha e atividades funcionais.
E aqui fazemos uma correção importante em relação à ideia de “evitar a progressão da doença”: não podemos afirmar que a fisioterapia impede a progressão estrutural da artrose ou que evita necessariamente uma futura prótese.
O que podemos afirmar é que o exercício possui papel importante no controle dos sintomas e na melhora da função de pessoas com osteoartrite do joelho.
As diretrizes da AAOS recomendam exercício supervisionado, não supervisionado e/ou aquático para melhora da dor e função, enquanto programas de educação e autogerenciamento também fazem parte das recomendações.
Como funciona a fisioterapia domiciliar para artrose no joelho?
Aqui entra o diferencial do atendimento em casa.
A primeira coisa é entender o ambiente do paciente e identificar se ele está apresentando dificuldades dentro do próprio ambiente domiciliar.
Será que esse paciente está com dificuldade para subir as escadas?
Ou simplesmente para levantar do sofá depois de permanecer longos períodos sentado?
Será que pela manhã a rigidez está causando mais limitações ou insegurança para começar a caminhar?
Ele está deixando de realizar determinadas atividades por medo da dor?
Essas informações ajudam a entender não somente o joelho, mas como aquela condição está interferindo na rotina daquela pessoa.
Todo esse olhar clínico deve ser considerado para desenvolver uma abordagem significativa e estabelecer objetivos que façam sentido para aquele paciente.
A artrose do joelho é uma das condições que podem ser acompanhadas dentro da fisioterapia ortopédica domiciliar, principalmente quando a dor e a dificuldade para caminhar tornam o deslocamento mais difícil.
Os objetivos podem estar relacionados às próprias atividades domiciliares, como levantar e sentar, caminhar dentro de casa ou subir escadas, mas também podem envolver objetivos pessoais, como sair para um lazer em família ou retornar a alguma atividade física.
E sim: é possível praticar atividade física mesmo tendo artrose.
O tipo, intensidade e progressão dos exercícios devem considerar as condições clínicas, limitações e objetivos individuais de cada pessoa. As diretrizes atuais colocam o exercício como uma das principais estratégias não cirúrgicas para osteoartrite do joelho.
Quais exercícios podem ser realizados?
O fortalecimento do quadríceps, musculatura localizada na região anterior da coxa, pode ter um papel importante no tratamento.
Mas isso vai depender de cada caso clínico, pois cada paciente apresenta uma limitação diferente.
Alguns necessitam de maior atenção aos exercícios de mobilidade. Outros apresentam maior perda de força muscular. Existem ainda pacientes que apresentam alterações importantes no equilíbrio ou na marcha.
Por isso, dependendo da avaliação, podem fazer parte do tratamento:
Exercícios de fortalecimento muscular: não somente para o quadríceps, mas também para outros grupos musculares envolvidos na estabilidade e funcionalidade dos membros inferiores.
Exercícios de mobilidade: utilizados quando existem limitações importantes para dobrar ou esticar o joelho.
Treino de equilíbrio e propriocepção: a propriocepção está relacionada à capacidade do nosso sistema nervoso de reconhecer a posição e o movimento das articulações e do corpo.
Treino de marcha: quando a dor, perda de força ou outras alterações estão modificando a maneira como o paciente caminha.
Exercícios funcionais: movimentos relacionados às necessidades do cotidiano daquele paciente, como levantar e sentar, caminhar, mudar de direção ou subir degraus.
O treinamento neuromuscular associado aos exercícios tradicionais também aparece nas recomendações da AAOS como uma possibilidade para melhorar medidas de função e velocidade da caminhada.
Técnicas de mobilidade podem ser utilizadas?
Dependendo das alterações encontradas durante a avaliação, técnicas manuais também podem fazer parte do tratamento.
Podem ser utilizadas estratégias relacionadas à mobilidade articular, considerando movimentos osteocinemáticos e artrocinemáticos, sempre de acordo com as necessidades encontradas na avaliação.
Quando existe perda de mobilidade, técnicas de terapia manual podem ser associadas aos exercícios com o objetivo de trabalhar mobilidade, dor e função, de acordo com a avaliação do fisioterapeuta.
Isso está inclusive alinhado à AAOS, que considera que terapia manual associada a um programa de exercícios pode ser utilizada para melhora de dor e função, embora essa recomendação tenha força de evidência limitada.
Aparelhos podem ser utilizados na fisioterapia para artrose?
Dependendo da avaliação e da indicação terapêutica, alguns recursos podem ser utilizados de maneira complementar ao tratamento.
Porém, é importante entender que o tratamento da artrose não deve ser baseado somente em aparelhos.
O exercício terapêutico, fortalecimento, mobilidade e recuperação funcional possuem papel importante no tratamento conservador da osteoartrite do joelho.
Recursos complementares podem ser considerados de acordo com a avaliação e os objetivos terapêuticos de cada paciente.
Artrose no joelho tem cura?
A artrose é uma condição crônica.
O tratamento conservador não deve ser apresentado como uma forma garantida de reconstruir a cartilagem perdida ou eliminar definitivamente a doença.
Mas isso também não significa que uma pessoa diagnosticada com artrose simplesmente precise aceitar a dor e parar de realizar suas atividades.
O tratamento pode atuar sobre aspectos importantes como:
dor, mobilidade, força muscular, equilíbrio, marcha e capacidade funcional.
Por isso, duas pessoas que possuem o diagnóstico de artrose podem apresentar necessidades completamente diferentes.
Uma pode apresentar pouca limitação para caminhar, enquanto outra pode ter dificuldade até mesmo para levantar do sofá.
É justamente por isso que a avaliação individual é tão importante.
Quando a artrose no joelho pode precisar de cirurgia?
Nem todo paciente diagnosticado com artrose precisará realizar cirurgia.
Existem diferentes estratégias de tratamento não cirúrgico que podem ser utilizadas de acordo com as características e necessidades de cada paciente. A AAOS possui inclusive uma diretriz específica para o manejo não cirúrgico da osteoartrite do joelho.
Em determinados casos de osteoartrite sintomática mais avançada, principalmente quando existe dor e perda funcional importantes, o médico ortopedista pode considerar alternativas cirúrgicas.
Entre essas possibilidades está a artroplastia do joelho, cirurgia na qual as superfícies articulares comprometidas podem ser substituídas por componentes protéticos.
Dependendo do comprometimento da articulação e da indicação médica, existem diferentes procedimentos cirúrgicos. A AAOS também mantém uma diretriz específica para o manejo cirúrgico da osteoartrite do joelho.
Fisioterapia Domiciliar para Artrose no Joelho em São Paulo
Para alguns pacientes com artrose, sair de casa para realizar o tratamento pode representar justamente uma das maiores dificuldades.
Dor para caminhar, dificuldade para subir e descer escadas, redução da mobilidade ou insegurança durante os deslocamentos podem tornar esse processo mais difícil.
A fisioterapia domiciliar em São Paulo permite que a avaliação e o acompanhamento sejam realizados no próprio ambiente do paciente, possibilitando observar também algumas das dificuldades presentes na sua rotina.
Na Fisio Flex Domiciliar, o tratamento começa pela avaliação das condições clínicas e funcionais do paciente para que os objetivos e as condutas sejam definidos de maneira individualizada.
O objetivo não é simplesmente tratar um joelho mostrado em um exame.
É entender como aquele joelho está interferindo na vida daquela pessoa e trabalhar, dentro das possibilidades clínicas de cada caso, aquilo que ela precisa recuperar para realizar suas atividades com maior funcionalidade.

