Alzheimer e Parkinson são doenças diferentes, mas podem trazer desafios parecidos para a rotina do paciente e da família. Entender essas diferenças é importante para saber como a fisioterapia pode ajudar.
Quando uma pessoa recebe o diagnóstico de Alzheimer ou Parkinson, é comum surgirem muitas dúvidas:
A fisioterapia pode ajudar?
O paciente precisa fazer exercícios mesmo com dificuldade de memória?
E quando o paciente já tem dificuldade para andar?
Parkinson também é demência?
A fisioterapia domiciliar realmente faz diferença?
A resposta é que cada doença possui características próprias e, por isso, o tratamento também precisa ser individualizado.
Neste artigo, vamos explicar de forma simples a diferença entre Alzheimer e Parkinson e como a Fisioterapia domiciliar para Parkinson e a Fisioterapia domiciliar para Alzheimer podem contribuir para a qualidade de vida, mobilidade e funcionalidade do paciente.
Alzheimer e Parkinson são a mesma coisa?
Não.
Embora as duas sejam doenças neurodegenerativas, elas não são a mesma doença.
As doenças neurodegenerativas acontecem quando determinadas células do sistema nervoso vão perdendo sua função ao longo do tempo.
De forma simples:
Neurodegeneração = perda progressiva da função de células do sistema nervoso.
Alzheimer e Parkinson podem apresentar evolução progressiva, mas costumam afetar o paciente de maneiras diferentes.
No Alzheimer, os problemas de memória, pensamento, orientação e outras funções cognitivas costumam ter grande destaque.
No Parkinson, os sintomas relacionados ao movimento costumam ser mais evidentes, como lentidão dos movimentos, rigidez e tremor. Com a evolução da doença, algumas pessoas também podem apresentar alterações cognitivas e desenvolver demência associada ao Parkinson.
Qual a diferença entre Alzheimer e Parkinson?
Vamos simplificar.
Alzheimer
O Alzheimer é uma doença do cérebro que afeta principalmente a memória e outras funções cognitivas.
A pessoa pode começar a apresentar:
- Esquecimentos frequentes;
- Dificuldade para lembrar acontecimentos recentes;
- Dificuldade para encontrar palavras;
- Confusão;
- Dificuldade para realizar tarefas que antes eram simples;
- Alterações de comportamento;
- Dificuldade de orientação;
- Perda progressiva de independência.
Com a evolução da doença, atividades simples do dia a dia podem se tornar cada vez mais difíceis.
É importante entender que Alzheimer não significa simplesmente “ficar esquecido”.
A doença pode comprometer diferentes funções do cérebro e, com sua progressão, também pode afetar a capacidade de caminhar, realizar atividades diárias e cuidar de si mesmo.
E o Parkinson?
O Parkinson é uma doença neurológica que afeta principalmente o movimento.
Os sintomas mais conhecidos são:
- Tremor;
- Lentidão dos movimentos;
- Rigidez muscular;
- Alterações na marcha;
- Dificuldade para mudar de posição;
- Alterações no equilíbrio;
- Passos menores;
- Dificuldade para iniciar alguns movimentos.
Um problema que também pode acontecer é o chamado congelamento da marcha, conhecido como freezing.
É aquela situação em que a pessoa parece querer andar, mas sente como se os pés estivessem “grudados no chão”.
Isso pode aumentar o risco de quedas e dificultar atividades simples, como levantar da cadeira, atravessar um cômodo ou entrar e sair do banheiro.
Parkinson também é demência?
Não.
Essa é uma diferença muito importante.
Ter Parkinson não significa necessariamente ter demência.
O Parkinson é uma doença neurológica que pode provocar alterações motoras e também alterações cognitivas.
Em algumas pessoas, principalmente conforme a doença evolui, podem surgir alterações importantes de memória, atenção, raciocínio e outras funções cognitivas.
Quando essas alterações passam a interferir significativamente na vida diária, pode ocorrer a demência associada à doença de Parkinson.
Existe ainda outra condição chamada demência com corpos de Lewy, que possui relação com alterações motoras semelhantes às do Parkinson.
A diferença está principalmente na ordem em que os sintomas aparecem.
De forma bem simples:
Parkinson → os sintomas motores aparecem primeiro e, em algumas pessoas, a demência pode surgir posteriormente.
Demência com corpos de Lewy → alterações cognitivas e sintomas semelhantes ao Parkinson aparecem próximos no tempo.
Por isso, o diagnóstico correto deve ser realizado por profissionais especializados.
Como a Fisioterapia Domiciliar para Parkinson atua?
A fisioterapia domiciliar em São Paulo para Parkinson não trabalha apenas com exercícios.
Ela trabalha com movimento e funcionalidade.
O objetivo é ajudar o paciente a continuar realizando suas atividades da melhor maneira possível, respeitando suas limitações e o estágio da doença.
A Fisioterapia domiciliar para Parkinson pode trabalhar:
- Marcha;
- Equilíbrio;
- Força muscular;
- Mobilidade;
- Flexibilidade;
- Postura;
- Coordenação;
- Transferências;
- Mudanças de posição;
- Levantar e sentar;
- Movimentos dentro de casa;
- Prevenção de quedas;
- Estratégias para o congelamento da marcha.
Também podem ser utilizadas estratégias de estímulos externos para facilitar determinados movimentos.
Por exemplo:
O fisioterapeuta pode utilizar comandos verbais, marcações visuais ou estímulos rítmicos para ajudar o paciente a iniciar ou organizar determinado movimento.
A fisioterapia também pode orientar a família sobre como tornar a casa mais segura.
Afinal, não adianta trabalhar o equilíbrio durante a sessão e o paciente continuar encontrando obstáculos perigosos dentro de casa.
A fisioterapia precisa fazer sentido na vida real.
Quais são as principais condutas da fisioterapia para Parkinson?
O tratamento depende da avaliação de cada paciente.
Não existe um único exercício que sirva para todas as pessoas com Parkinson.
Entre as principais estratégias utilizadas estão:
1. Treino de marcha
O fisioterapeuta trabalha a forma como o paciente caminha, observando passos, velocidade, segurança, mudanças de direção e obstáculos.
2. Treino de equilíbrio
São realizados exercícios para melhorar o controle corporal e diminuir o risco de quedas.
3. Fortalecimento muscular
O fortalecimento ajuda o paciente a ter mais capacidade para realizar atividades como levantar da cadeira, caminhar e subir degraus.
4. Exercícios de mobilidade
São utilizados movimentos para trabalhar a amplitude dos movimentos e reduzir as limitações causadas pela rigidez.
5. Treino de transferências
Inclui movimentos como:
Deitar → sentar
Sentar → levantar
Cama → cadeira
Esses movimentos parecem simples, mas podem se tornar bastante difíceis para uma pessoa com Parkinson.
6. Estratégias para o congelamento da marcha
Quando existe freezing, o fisioterapeuta pode utilizar diferentes estratégias para ajudar o paciente a iniciar e organizar a marcha.
7. Exercícios aeróbicos
Atividades aeróbicas também fazem parte das recomendações atuais para pessoas com Parkinson, quando adequadas à condição clínica do paciente.
8. Treino funcional
O exercício deve estar relacionado àquilo que o paciente realmente precisa fazer.
Por exemplo:
Se o paciente tem dificuldade para levantar da cadeira, esse movimento precisa ser trabalhado.
Se tem dificuldade para caminhar até o banheiro, a marcha precisa ser treinada.
Se apresenta dificuldade para mudar de posição na cama, esse movimento também pode fazer parte do tratamento.
A fisioterapia não deve trabalhar apenas o músculo. Deve trabalhar a função.
Como a Fisioterapia Domiciliar para Alzheimer atua?
No Alzheimer, a fisioterapia também pode ter um papel importante.
Mas existe uma diferença:
O paciente pode apresentar dificuldades de memória, compreensão, atenção e orientação.
Por isso, a abordagem precisa ser ainda mais adaptada.
A Fisioterapia domiciliar para Alzheimer pode trabalhar:
- Mobilidade;
- Equilíbrio;
- Força muscular;
- Marcha;
- Transferências;
- Alongamentos;
- Coordenação;
- Atividades funcionais;
- Prevenção de quedas;
- Manutenção da independência;
- Estímulo à movimentação;
- Adaptação dos exercícios à capacidade cognitiva.
Imagine, por exemplo, que uma pessoa com Alzheimer ainda consegue levantar da cadeira sozinha.
O objetivo da fisioterapia é ajudar a preservar essa capacidade pelo maior tempo possível.
Porque perder uma função pode significar perder uma parte da independência.
Por isso, manter o paciente ativo e participativo é tão importante.
As atividades devem ser adaptadas à capacidade da pessoa, ajudando-a a participar e evitando excesso de frustração.
Por que a fisioterapia em casa em São Paulo pode ser importante nesses casos?
Para pacientes com Alzheimer e Parkinson, sair de casa pode ser uma tarefa difícil.
Existe o deslocamento.
Existe a necessidade de transporte.
Existe o risco de queda.
Existe a mudança de ambiente.
E, em alguns casos, existe também a dificuldade de orientação e adaptação a lugares diferentes.
Na fisioterapia domiciliar, o profissional vai até o ambiente onde o paciente realmente vive.
Isso permite observar situações que fazem parte da rotina.
Por exemplo:
Como o paciente levanta da própria cama?
Como ele chega até o banheiro?
Como ele senta na própria cadeira?
Existem tapetes ou obstáculos no caminho?
Ele consegue andar dentro de casa com segurança?
Essas informações ajudam o fisioterapeuta a desenvolver um tratamento mais funcional e individualizado.
Quais cuidados o paciente com Alzheimer ou Parkinson precisa ter?
Alguns cuidados são muito importantes.
Prevenção de quedas
O ambiente deve ser organizado para reduzir riscos.
Tapetes soltos, fios, móveis mal posicionados e objetos no caminho podem aumentar o risco de acidentes.
Rotina
Uma rotina organizada pode ajudar especialmente pacientes que apresentam alterações cognitivas.
Horários previsíveis e atividades conhecidas podem facilitar a participação do paciente.
Supervisão
Dependendo do estágio da doença, o paciente pode precisar de acompanhamento durante determinadas atividades.
Exercícios adequados
Não é recomendado simplesmente pegar exercícios encontrados na internet e aplicar ao paciente.
O exercício precisa considerar:
- Idade;
- Condição física;
- Equilíbrio;
- Força;
- Capacidade cognitiva;
- Risco de quedas;
- Outras doenças;
- Medicamentos;
- Nível de independência.
Por isso, a avaliação individual é tão importante.
A família também participa do tratamento
Quando falamos em Alzheimer e Parkinson, não podemos esquecer de quem está ao lado do paciente todos os dias.
A família também precisa receber orientação.
O fisioterapeuta pode ensinar maneiras mais seguras de ajudar o paciente durante:
- Transferências;
- Caminhadas;
- Mudanças de posição;
- Exercícios;
- Atividades funcionais;
- Rotina dentro de casa.
Mas existe uma coisa importante:
A família não precisa fazer o papel do fisioterapeuta.
Ela precisa aprender como ajudar com segurança e como evitar comportamentos que possam aumentar a dependência do paciente.
O objetivo é ajudar sem fazer tudo por ele.
Fisioterapia Domiciliar para Parkinson e Alzheimer : cada paciente é diferente
Duas pessoas podem ter o mesmo diagnóstico e apresentar necessidades completamente diferentes.
Um paciente com Parkinson pode ter muito tremor, mas ainda caminhar sozinho.
Outro pode ter pouco tremor, mas apresentar muita dificuldade de equilíbrio e marcha.
Da mesma forma, uma pessoa com Alzheimer pode ainda realizar diversas atividades sozinha, enquanto outra pode precisar de ajuda para tarefas básicas.
Por isso, o tratamento não deve ser baseado apenas no diagnóstico.
O diagnóstico é apenas o ponto de partida.
O fisioterapeuta precisa entender:
O que o paciente consegue fazer hoje?
O que está difícil?
Quais funções estão sendo perdidas?
O que podemos preservar?
Como podemos tornar os movimentos mais seguros?
É a partir dessas respostas que o tratamento deve ser planejado.
Conclusão
Alzheimer e Parkinson são doenças diferentes, mas ambas podem comprometer a mobilidade, a independência e a qualidade de vida do paciente ao longo do tempo.
No Parkinson, a fisioterapia tem um papel importante no trabalho da marcha, equilíbrio, força, mobilidade, postura, transferências e outras funções relacionadas ao movimento.
No Alzheimer, o tratamento busca principalmente preservar a mobilidade, a funcionalidade e a participação do paciente nas atividades do dia a dia, sempre respeitando seu nível cognitivo e funcional.
A Fisioterapia domiciliar para Parkinson permite que o tratamento seja realizado dentro da realidade do paciente, trabalhando movimentos e atividades que realmente fazem parte da sua rotina.
Da mesma forma, a Fisioterapia domiciliar para Alzheimer pode ajudar a preservar funções, estimular a movimentação, trabalhar a segurança e orientar a família durante a evolução da doença.
Mais do que fazer exercícios, a fisioterapia busca ajudar o paciente a continuar se movimentando e realizando aquilo que ainda consegue fazer.
Porque quando conseguimos preservar uma função, também ajudamos a preservar independência, autonomia e qualidade de vida.
E, nesses casos, cada movimento conta.
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